Volume 10 · 1804 · Traduzido do italiano
Reflexões e observações anatomo-cirúrgicas
Antonio Scarpa (1752–1832)
O tratado de 1804 em que o aneurisma deixou de ser uma dilatação e passou a ser uma doença da parede da artéria — traduzido do italiano, com as quinze pranchas dos Anderloni.
Antes de 1804, aneurisma era uma palavra que descrevia um inchaço: a artéria dilatada, sem que ninguém soubesse por quê. Antonio Scarpa, professor em Pavia, abriu as artérias doentes uma a uma e mostrou que a dilatação é o efeito, não a causa: o que há antes é doença das túnicas do vaso, com ulceração da íntima e depósitos que hoje chamamos de ateroma. Sustentou que todo aneurisma nasce de uma ruptura, descreveu o da aorta e o da poplítea, e publicou tudo com quinze pranchas em tamanho natural, desenhadas por Faustino Anderloni, que estão entre as mais belas da história da cirurgia. É o elo que faltava entre a ligadura de John Hunter e o que se faz hoje com endoprótese. Tradução integral, feita diretamente do italiano de 1804, com as quinze pranchas reproduzidas do exemplar original e comentário ao fim de cada capítulo por um cirurgião vascular que opera aneurismas.
Tradução do italiano, introdução, notas e comentários de Alexandre Campos Moraes Amato.
Passagens reproduzidas literalmente da edição brasileira
todo o corpo é uma anastomose de vasos, um círculo vascular
tutto il corpo è un'anastomosi di vasi, un circolo vascolare.
Scarpa, 1804
toda grande anastomose de um membro compreende dentro de si uma junta, à maneira dos elos de uma cadeia
ogni grande anastomosi d'un arto comprende entro di se una giuntura a guisa degl'anelli d'una catena.
Scarpa, 1804
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