Volume 3 · 1898 · Traduzido do espanhol
Regras e conselhos sobre a investigação científica
Santiago Ramón y Cajal (1852–1934) · Prêmio Nobel de Medicina 1906
As regras e conselhos do Nobel espanhol para quem quer fazer ciência: o manual do pesquisador principiante, um século à frente do seu tempo.
Em 1897, um professor de histologia de 45 anos subiu à tribuna da Real Academia de Ciências de Madri para o discurso protocolar de posse — e, no lugar dele, entregou um manual de sobrevivência para jovens que quisessem fazer ciência num país que não fazia ciência. Nove anos depois, Santiago Ramón y Cajal recebia o Prêmio Nobel de Medicina por demonstrar aquilo que fundou a neurociência moderna: o cérebro é feito de células individuais, que se comunicam sem se fundir.
Os tônicos da vontade é o livro que nasceu daquele discurso, e é o contrário de um livro de autoajuda: não promete talento, promete método. Cajal sustenta que o trabalho substitui o talento — ou melhor, cria o talento; desmonta uma a uma as desculpas do principiante (a falta de meios, o atraso do país, a ideia de que os grandes problemas já foram resolvidos); descreve as doenças da vontade que matam pesquisadores antes da primeira descoberta; e desce ao concreto: como escolher um problema, como observar, como escrever, como conviver com mestres, rivais e discípulos.
Primeira tradução brasileira moderna, feita sobre o texto definitivo da sexta edição espanhola (1923), integral, volume 3 da Coleção Anamnese: Clássicos da Medicina Comentados:
- apresentação e nota sobre a edição e a tradução; - notas e comentários que situam cada capítulo na ciência de hoje; - glossário dos nomes citados por Cajal; - seleção de cento e vinte passagens, por tema.
Para estudantes, pós-graduandos, orientadores e qualquer pessoa que já tenha adiado a própria obra à espera de inspiração. Ela não vem: os tônicos da vontade é que a fazem vir.
Tradução, notas e comentários de Alexandre Campos Moraes Amato.
Passagens reproduzidas literalmente da edição brasileira
[…] toda obra grande, tanto na arte quanto na ciência, é o resultado de uma grande paixão posta a serviço de uma grande ideia.
Capítulo I
[…] todo homem pode ser, se assim se propuser, escultor do próprio cérebro, e que mesmo o pior dotado é capaz, tal como as terras pobres, porém bem cultivadas e adubadas, de render copiosa colheita.
Prólogo da segunda edição
Caberia afirmar que o trabalho substitui o talento ou, melhor dizendo, cria o talento.
Capítulo II
As primeiras páginas da edição brasileira, em PDF, direto no seu aparelho
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ISBN impresso 978-65-82101-05-2 (Amazon) · 978-65-82101-03-8 (Clube de Autores) · ebook 978-65-82101-08-3